Archive for the ‘Construção Sustentável’ Category
Construção Sustentável
Biomassa para o desenvolvimento do mundo rural
Casas de sonho
As casas de madeira começam a ganhar adeptos. Utilizando uma arquitectura moderna e arrojada, a Modular System desenvolveu um conceito de Modular System para todos os gostos e bolsas.
Brand new- MHS Aluminum Building Technology
Alchemy Architects on making prefabricated housing
Modular System
15 prédios verdes ao redor do mundo

Nos EUA, as construções prediais são responsáveis por cerca de 48% do total das emissões de dióxido de carbono. O uso excessivo de energia elétrica, o desperdício de água tratada e a disposição inadequada ou a falta de reaproveitamento de resíduos da construção contribuem para o aumento do impacto causado pelos prédios sobre o meio ambiente.
Abaixo, apresentam-se 15 prédios classificados entre os mais verdes do mundo:
- Bank of America Tower, One Bryant Park, New York: Certificação LEED Platinum
- India Tower, Mumbai: Certificação LEED Ouro
- Residence Antilia, Mumbai: Tradicional Vastu Design
- Burj al-Taqa, UAE: prédio de escritórios 100% auto-suficiente
- San Francisco Civic Tower, São Francisco: Certificação LEED Prata
- Masdar, Abu Dhabi: Cidade auto-suficiente – zero em emissões
- Khanty Mansiysk Tower, Sibéria: Construído para mudanças climáticas extremas
- Cyrstal Island, Moscou: O maior prédio do mundo quando concluído
- Transbay Tower, São Francisco: Circula 100% ar puro
- CH2, Melbourne: Vencedor do prêmio das Nações Unidas
- 30 The Bond, Sydney: Certificação ABGR 5 estrelas (equivalente à certificação LEED Ouro)
- Cor, Miami: Design sustentável
- BMW Welt, Munique: Máximo uso de energia solar
- DuBiotech, Dubai: Será um dos maiores prédios verdes do mundo
- Clinton Presidential Library, Little Rock: Certificação LEED Platinum
Via Geek About
Aproveitar a água…
Com solução de eficiência energética
Aproveitar a água…
Num concurso que tinha por tema a «Energia – Vida sustentável», Jorge Graça Costa concebeu o projecto «See-Trough Wall» (Parede de Água, numa tradução livre), um sistema ecológico em que o aproveitamento da água (pluvial ou da rede) desempenha um papel fundamental no aumento da eficiência energética e no combate ao desperdício.
A Parede de Água é constituída por um vidro triplo, com dois espaços entre os vidros, que formam caixas-de-ar. No Inverno, um dos espaços é preenchido por água (condutor de calor) e o outro, mais próximo do exterior, por ar (isolante de calor). No Verão, ambos os espaços são preenchidos por ar.
O sistema é baseado num aproveitamento das águas da chuva, que são recolhidas num tanque e armazenadas, sendo usadas para descargas domésticas, para o jardim e piscina. A água é filtrada e bombeada para as paredes do sistema idealizado pelo arquitecto.
…e o calor
Durante o dia, no Inverno, a água acumula calor. Ao fim do dia, o calor, devido à baixa da temperatura, tenta dissipar-se. A maior parte do calor vai dissipar-se para o interior (visto que a caixa de ar cria um obstáculo à perda para o exterior). O sistema prevê, através de painéis solares, a possibilidade de aquecer a água previamente e injectá-la já aquecida, quando não há radiação solar.
No centro da ideia de Jorge Graça Costa está o termo japonês «mottainai», que significa reduzir, reutilizar, reciclar e, ainda, reparar (os danos já causados ao ambiente). A palavra foi usada por Wangari Maathai, Prémio Nobel da Paz 2004, num discurso nas Nações Unidas, e serviu de mote ao concurso.
A Parede de Água recicla a água das chuvas, reduz substancialmente o consumo de energia (em condições ideais reduz o consumo até 30%), reutiliza a água que está dentro das paredes de um imóvel, aproveitando-a para descargas e regas (a redução do consumo de água de rede para usos domésticos pode chegar a 50%) e repara (ao reduzir o consumo de energia, reduz as emissões de dióxido de carbono em cerca de 30%).
Jorge Graça Costa explica que, na origem da ideia, está, também, a tentativa de ultrapassar as limitações da parede de trombe, usada para «guardar» energia que, depois, é radiada para o interior do edifício. Contudo, essa parede não permite visibilidade nenhuma para o exterior.
A parede de água é ainda susceptível de ser decorada de várias formas (a água pode ser colorida da cor que se quiser, por exemplo) e constitui um «ar condicionado silencioso e que não polui».
O júri era composto por jornalista especializado em ciência e tecnologia Manabu Akaike, pelo arquitecto Toshiro Ikegami e pelos designers Chiaki Murata, Chris Conley e Fritz Frenkler.
Jorge Graça Costa
Trabalha na área da eficiência energética de edifícios e está a concluir um mestrado em arquitectura bioclimática na Faculdade de Arquitectura de Lisboa (tese na área da eficiência energética dos edifícios). Licenciou-se na Universidade Lusíada em 1998.
No ano seguinte, iniciou a actividade por conta própria, sendo autor de vários projectos na área da sustentabilidade e da eficiência energética de edifícios.
Em 2004, já tinha vencido, em colaboração com os arquitectos Jorge Conceição e Rui órfão, o Prémio da Direcção-Geral de Geologia e Energia-Eficiência Energética de Edifícios (atribuído ao Jardim-de-infância e Escola do Ensino Básico do Alto da Faia, em Telheiras, Lisboa).
Fonte: oasrs
Mais informações: http://www.jdf.or.jp/eng/
Construir em madeira
“A madeira é um material altamente reutilizável, aproveita a energia solar e o CO2 atmosférico para a sua geração e, por sua vez, consome pouca energia para a sua transformação sem produzir no seu processo resíduos contaminantes.
O aproveitamento construtivo de madeiras certificadas retira por grande período de tempo grandes quantidades de CO2 atmosférico (1,8 Tm.de CO2 por cada Tm. de madeira) o que facilita o cumprimento dos compromissos de Kioto sobre as alterações climáticas. O aproveitamento dos produtos florestais com gestão certificada melhora os bosques e possibilita um maior desenvolvimento social do mundo rural.”
Tradução livre do texto extraído do 1.º concurso da Cátedra de la Madera de Castilla y León “Construir con Madera” (www.uva.es/agoras.arq)
Modular System apresenta “Concept Home”
O Salão Imobiliário de Lisboa (SIL), que começa esta quarta-feira na FIL, conta este ano com o espaço “Concept Home & Business Lounge”, uma área da responsabilidade da Modular System com 539 metros quadrados organizados em 32 módulos que os expositores do SIL poderão utilizar para promoverem encontros de negócios.(JN)
Aproveitamento de águas pluviais
Em muitos países, as casas tradicionais tinham uma cisterna de água incorporada para colecta de água da chuva que caía dos telhados e geralmente, bastava para a totalidade das suas necessidades domésticas.
Esta é uma forma de reduzirmos o consumo de agua potável para fins que não o justificam, como descargas de autoclismos, lavagens de automóveis, regas de jardins, entre outros.
A água da chuva, é captada a partir da cobertura da casa ou do edifício, filtrando e armazenando a água numa cisterna para uso interior ou exterior.
Em Portugal, já ser comercializam sistemas que recolhem a água da chuva proveniente dos telhados através do sistema de drenagem já existente (caleiras). Têm um filtro incorporado para remoção de folhas e outros resíduos indesejados que venham com a água recolhida, de modo a garantir que a água armazenada seja de boa qualidade.
Estas cisternas são dimensionadas de acordo com a área de cobertura e tipo do edifício. Contém um filtro, que reduz a pressão da água, separando as impurezaz como areias, terras, poeiras, folhas ou outros. Depois a água pode ou não entrar no sistema de canalização para ser distribuida para os vários fins. No caso de a água entrar na canalização do edifício, este sistema deve ser dimensionado na fase de projecto.
No entanto há vários métodos para recolha da água das chuvas que podem ir desde pequenos baldes até grandes tanques. A título de exemplo, no Uganda, podem-se ver grandes bidões por toda a parte do lado de fora das casas, com pedaços curtos de calhas, feitas em casa, para recolher a água. Um estudo no oeste do Uganda mostrou que até 70% ou 80% das necessidades domésticas de água podem ser satisfeitas com pequenos jarros para água da chuva.
Importa referir, que a qualidade da água do sistema de água da chuva é uma preocupação importante. Geralmente, se a água for filtrada ao entrar no tanque e armazenada no escuro, a qualidade será boa, melhorando com o tempo. Se houver uma boa precipitação pluvial, a água proveniente do telhado de uma moradia típica, fornecerá uma área de colecta suficiente para satisfazer as necessidades de uma família média.

Fig. Exemplo de cisterna de armazenamento de água das chuvas
CICLO DE VIDA DOS EDIFÍCIOS
Desde o projecto, passando pela construção, até ao seu desmantelamento, o edifício, tal como um organismo vivo, nasce e morre. Seria no entanto preferível que esta obra do homem também pudesse seguir a regra dos 3R’s: reduzir, reutilizar e reciclar. Assim, mais do que uma análise económica, a observação do Ciclo de Vida de um Edifício é um balanço de custos e recursos ecológicos, sociais, humanos e energéticos.
A Avaliação do Impacte Ambiental (AIA) de uma construção e a sua Análise do Ciclo de Vida (ACV) estão interligadas, já que a AIA é um inventário analítico dos fluxos (consumos e emissões) de energia e matéria (inputs e outputs de serviços e características de conforto) ao longo do Ciclo de Vida do Edifício.
FASES DA AIA
- Definição de objectivos
- Inventários e medições
- Interpretação dos dados
- Avaliação do produto ou serviço
- Aperfeiçoamento/Aconselhamento
Podemos, então, falar de AIA a nível local (região, biótopo – urbe, paisagem), do edifício (consumos, emissões, energia incorporada, qualidade do ar interior, eficiência no desempenho) e do projecto (antecipação e flexibilidade funcional, et altre), p. e.
Por outro lado, podemos falar de ACV de produtos e serviços (energia, infra-estruturas, construção, cidades).
FASES DA ACV
- Extracção das matérias-primas;
- Fabricação dos materiais de construção;
- Construção do edificio;
- Fases de utilização;
- Manutenção e reparação;
- Desconstrução;
- Separação e reciclagem;
- Remoçãoo dos resíduos do edificio.
O edifício deixa uma pegada ecológica desde a extracção dos materiais que o constituem, até à sua reciclagem . A construção de cidades e edifícios podem ajudar a regular a poluição e impactes ambientais como o efeito de estufa, a depredação de recursos naturais, o smog (nevoeiro fotoquímico), a acidificação, a eutrofização, a radiação e as emissões poluentes em geral. Cabe ao projectista, ao construtor, ao dono de obra e aos utentes do edifício diminuir os seus impactes.
Boas práticas na construção
Boas práticas para uma construção ambientalmente correcta devem ser consideradas ao longo do seu Ciclo de Vida:
1. Fase de Projecto, além de todas as considerações com o contexto do lugar (clima, topologia, ecologia, cultura, história, etc.), quando o projectista considera o layout , i.e., a organização funcional, formal e tipológica do edifício, deve antecipar possíveis modificações com vista a uma reutilização ou ampliação e pensar a longo prazo. Assim, seria favorável se a grelha estrutural fosse simples e os serviços fossem estrategicamente distribuídos, de modo a que o restante espaço possa ser o mais flexível possível. Deve também ser ponderada uma boa acessibilidade a reparações, manutenção ou remoção de elementos. Ainda a serem pesados são o risco, segurança e impactos na especificação de materiais e técnicas de construção.
2. Durante a construção, devem ser tidos em conta a energia incorporada e os impactes ambientais dos métodos e técnicas de construção e dos materiais utilizados. Deve ser favorecido o uso de elementos pré-fabricados (de preferência standartizados ) e/ou desmontáveis e, ainda, evitar a inter-penetração de materiais e elementos, adoptar juntas secas, e também usar componentes e materiais duráveis, ecológicos e recicláveis. Deve ser levada a cabo a reciclagem de desperdícios e outros poluentes de obra.
3. A certificação (SCE) vem viabilizar a utilização do edifício, monitorizando a sua eficiência energética (performance térmica e de climatização) e ainda a qualidade do ar interior. Para facilitar a uso eficiente do edifício, dever-se-ia facultar um guia de utilização na sua recepção, onde se indicaria o uso adequado de equipamentos, energia e recursos e ainda se podia alertar para a diminuição de emissões poluentes para a água, solo e ar. Ainda, durante a utilização, a manutenção e a reparação devem ser mínimas, e a limpeza deve ser feita com materiais ecológicos e de baixo impacte ambiental.
Ari Ilomäki – Design includes service life planning
No caso de reutilização esta só será viável se o edifício tiver sido projectado para ser flexível e adaptável. Se o edifício for considerado obsoleto, é levado a cabo o seu desmantelamento, em que é assegurada a separação e reciclagem de materiais, componentes e restantes desperdícios, sendo aqui evidente o risco de materiais e elementos compósitos.
No Ciclo de Vida de um Edifício Sustentável, tenta-se diminuir o seu impacte ambiental e energia incorporada desde a escolha de materiais e técnicas de construção até à sua reciclagem, sendo deste modo preferido um processo ‘ cradle to cradle ‘, ou seja um processo fechado e interminável quanto possa, a um ‘ cradle to grave ‘.
Por tópicos, ao iniciar-se uma nova construção, quando a reabilitação não é possível, deve ter-se em consideração:
A protecção e aproveitamento das características locais:
-
- Vegetação;
- Paisagismo;
- Topografia;
- Água;
- Exposição solar;
- Ensombramento e abrigo;
- Proporção do solo com revestimento impermeável;
- Drenagem e/ou conservação de água;
- A orientação solar;
- A volumetria da edificação, numero de pisos e sua orientação, optimizando a iluminação natural e permitir a ventilação passiva;
- As proporções entre aberturas para o exterior (vãos) e superfícies opacas da fachada, tendo em vista a distribuição de luz natural, o aquecimento e o arrefecimento passivos;
- A optimização de luz natural nos espaços habitáveis;
- O controle de encandeamento e o sobreaquecimento, especialmente nas fachadas a Este e Oeste;
- A criação de dispositivos de ensombramento exteriores (estores, persianas, palas ou recuos nas fachadas);
- A utilização do lado a Norte para: instalações sanitárias, circulações e arrecadações;
- A energia incorporada nos materiais de construção bem como o impacte ambiental por estes causados, as emissões tóxicas e a facilidade da sua reciclagem e reutilização;
- Uma estrutura resistente (betão, aço ou madeira) e envolvente exterior, considerando o seu impacte ambiental;
- Plano de gestão ambiental em obra (fase de estaleiro);
- A utilização da inércia térmica da construção para amortecer as flutuações da temperatura interior;
- A produção combinada de calor e electricidade para reduzir a utilização de energia primária;
- A escolha de caixilharias que tenham o melhor desempenho;
- A aplicação de vidros duplos, de capacidade baixo emissiva;
- O isolamento do edifício pelo exterior, uma vez que assim se consegue uma maior capacidade térmica útil (as flutuações de temperatura do ar são reduzidas);
- O material de isolamento (que seja sustentável);
- A evacuação de águas superficiais no local;
- A utilização de sistemas fechados de tratamento de água poluída;
- Assegurar acessibilidade a condutas, tubos e fios, com tampas amovíveis e ligações desmontáveis;
- O dimensionamento adequado de tubagem metida nas paredes de modo a facilitar a substituição de fios eléctricos entubados;
- O desenho de pormenor de forma a evitar as pontes térmicas;
- A alvenaria ser de origem local, revestimentos de coberturas de longa duração, revestimentos de pavimento mais espessos, aglomerados de madeira com baixo teor de formaldeído, massas de estuque à base de gesso e tintas de água e/ou acrílicas;
- Preferir materiais de origem local;
- Optar por sistemas de encaixe evitando colas e soldas para uma maior facilidade de desmonte para reutilizar ou reciclar;
- Prever reencaminhamento e reaproveitamento das águas para autoclismos e descargas não potáveis;
- Prever a manutenção correcta do edifício após construído;
- Efectuar cálculos de desempenho energético do edifício.
- Desenvolver manual de utilização do edifício.
Ordenamento do Território
Nos últimos anos são inúmeros os planos, programas e leis que se tem discutido para dar lugar a um desenvolvimento mais sustentável do crescimento urbano. No entanto, é necessário concretizar essas intenções, para que as decisões a tomar respeitantes ao planeamento e ordenamento do território sejam bem argumentadas, considerando sempre todos os meios envolvidos: físico, ambiental, paisagístico e socio-económico.
A evolução do planeamento urbano em Portugal está muito ligada ao processo de revolução industrial do sec.XIX e às novas valências que essa revolução industrial introduziu nas nossas áreas urbanas, existentes na época. A concentração de sectores de actividade industrial com um consumo intensivo de recursos naturais, a par do uso, também intensivo, de mão-de-obra levou a que rapidamente fosse necessária a criação de condições de acessibilidade ás industrias e de alojamento para trabalhadores. Tal, originou um rápido crescimento urbano e de concentração populacional, que não foram contudo acompanhados das necessárias condições habitacionais e sanitárias, desencadeando um processo de transformação de cidades muito rápido, cujas marcas são ainda visíveis, Lisboa, Porto, Santo Tirso, Estarreja, Alverca, são alguns dos casos.
Este crescimento, que nos anos 30 teve o seu apogeu, levou a que ocorresse um processo urbano que daria lugar a uma espécie de segregação espacial e social entre os diferentes níveis de classificação operária (como é o caso do bairro destinado a engenheiros e o destinado a operários). Outra marca decorrente deste crescimento urbano através de novos pólos industriais, foi a consequente deslocação da população com perda para os aglomerados populacionais do interior do País, apresentando-se aqui uma menor taxa de fixação demográfica em relação ao litoral, ainda sentida nos dias de hoje.
De facto, o êxodo rural que marcou o País, com ênfase nos anos 50 – a população em busca de melhores condições de vida, transfere-se do interior do país, nomeadamente de áreas rurais para os grandes centros urbanos – iniciou um processo de desertificação do interior. Se entre as décadas de 50 e 70, sobretudo na década de 60, a emigração para a Europa era o cenário mais visível, nas décadas de 80 e 90 surgia a migração para os principais centros urbanos onde a população fixava residência, com efeitos negativos na economia local do interior do país, pondo em causa a sustentabilidade económica e social e principalmente demográfica, devido ao seu envelhecimento causado pelo consequente abandono destes locais.
Entre 1940 e 1990, foram realizados planos de ordenamento do território sobre uma enorme pressão temporal dada a rápida transformação de uso do solo, que se apoiaram numa cartografia desactualizada, em estudos deficientes e numa quase total ausência de participação de população envolvida.
O resultado é ainda a existência de planos desajustados da realidade, com poucas preocupações de índole ambiental e cujo poder legal, vinculativo, tem vindo a originar problemas de operacionalidade.
No que respeita ao sector da construção, especificamente, em Portugal, assiste-se hoje em dia a uma fixação demográfica desequilibrada. Em 2001, foram concluídas, perto de 55 mil obras, correspondendo a um total de 82,8%, sendo a maioria, 82,7%, respeitantes a edifícios para habitação. As ampliações representam 8,5%, as restaurações 5,8% e as transformações e demolições 2,7% e 0,3%, respectivamente. Em termos territoriais, evidencia-se a seguinte distribuição: 36,4% no Norte, 24,9% no Centro, 20,4% em Lisboa e Vale do Tejo, 7,3% no Alentejo e 6,0% no Algarve.
Analisando o número de edifícios concluídos por 1 000 habitantes, verifica-se que todas as regiões, à excepção de Lisboa e Vale do Tejo, ultrapassaram a média do país, sendo no litoral do país que mais obras foram concluídas, contrapondo assim um interior menos povoado e com edifícios mais carenciados, verificando-se inevitavelmente, uma distribuição demográfica desigual, conduzindo a um necessário reordenamento do território.
Planear considerando as premissas de sustentabilidade é fundamental para que todo o ordenamento do território seja gerido de forma eficaz, racionalizando o consumo de recursos e facilitando uma melhor qualidade de vida à população.

Figura 1. Fogos concluídos de construções novas para habitação por 1000 habitantes, por concelho, 2001. Instituto Nacional de Estatística, dados 2001
Assiste-se ainda, à existencia de planos desajustados da realidade, com poucas preocupações de índole ambiental e cujo poder legal, vinculativo, tem vindo a originar problemas de operacionalidade.










